"Hiato" é um Documentário que mostra a ida de manifestantes do Movimento Nacional da Luta Pela Moradia (MNLM - RJ) ao shopping Rio-Sul, situado na praia do Botafogo, Zona Sul da Capital. O que interrompe o direito de ir e vir de uma pessoa em um local? Qual a barreira intransponível que dita a "cultura" nas mais diversas camadas sociais? Essas são algumas reflexões importantes, trazidas por "hiato".
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Documentário Hiato (Completo)
"Hiato" é um Documentário que mostra a ida de manifestantes do Movimento Nacional da Luta Pela Moradia (MNLM - RJ) ao shopping Rio-Sul, situado na praia do Botafogo, Zona Sul da Capital. O que interrompe o direito de ir e vir de uma pessoa em um local? Qual a barreira intransponível que dita a "cultura" nas mais diversas camadas sociais? Essas são algumas reflexões importantes, trazidas por "hiato".
Você tem Cultura?
Roberto DaMatta, pesquisador e professor de Antropologia Social da PUC-RJ e UFF
Outro dia ouvi uma pessoa dizer que “Maria não tinha cultura”, era “ignorante dos fatos básicos da política, economia e literatura”. Uma semana depois, no Museu onde trabalho, conversava com alunos sobre “a cultura dos índios Apinayé de Goiás”, que havia estudado de 1962 até 1976, quando publiquei um livro sobre eles (Um mundo dividido). Refletindo sobre os dois usos de uma mesma palavra, decidi que esta seria a melhor forma de discutir a ideia ou o conceito de cultura tal como nós, estudantes da sociedade a concebemos. Ou, melhor ainda, apresentar algumas noções sobre a cultura e o que ela quer dizer, não como uma simples palavra, mas como uma categoria intelectual um conceito que pode nos ajudar a compreender melhor o que acontece no mundo em nossa volta.
Retomemos os exemplos mencionados porque eles encerram os dois sentidos mais comuns da palavra. No primeiro, usa-se cultura como sinônimo de sofisticação, de sabedoria, de educação no sentido restrito do termo. Quer dizer, quando falamos que “Maria não tem cultura”, e que “João é culto”, estamos nos referindo a um certo estado educacional destas pessoas, querendo indicar com isto sua capacidade de compreender ou organizar certos dados e situações. Cultura aqui é equivalente a volume de leituras, a controle de informações, a títulos universitários e chega até mesmo a ser confundido com inteligência, como se a habilidade para realizar certas operações mentais e lógicas (que definem de fato a inteligência), fosse algo a ser medido ou arbitrado pelo número de livros que uma pessoa leu, as línguas que pode falar, ou aos quadros e pintores que pode, de memória, enumerar. Como uma espécie de prova desta associação, temos o velho ditado informando que “cultura não traz discernimento”... ou inteligência, como estou discutindo aqui. Neste sentido, cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, às vezes, grupos sociais, servindo como uma arma discriminatória contra algum sexo, idade (“as gerações mais novas são incultas”), etnia (“os pretos não tem cultura”) ou mesmo sociedades inteiras, quando se diz que “os franceses são cultos e civilizados” em oposição aos americanos que são “ignorantes e grosseiros”.
Do mesmo modo é comum ouvir-se referências à humanidade, cujos valores seguem tradições diferentes e desconhecidas, como a dos índios, como sendo sociedades que estão “na Idade da Pedra” e se encontram em “estágio cultural muito atrasado”. A palavra cultura, enquanto categoria do senso comum, ocupa como vemos um importante lugar no nosso acervo conceitual, ficando lado-a-lado de outras, cujo uso na vida cotidiana é também muito comum. Estou me lembrando da palavra “personalidade” que, tal como ocorre com a palavra “cultura”, penetra o nosso vocabulário com dois sentidos bem diferenciados. No campo da Psicologia, personalidade define o conjunto dos traços que caracterizam todos os seres humanos. É aquilo que singulariza todos e cada um de nós como uma pessoa diferente, com interesses, capacidades e emoções particulares. Mas na vida diária, personalidade é usada como um marco para algo desejável e invejável de uma pessoa.
Assim, certas pessoas teriam “personalidade" outras não! É comum se dizer que "João tem personalidade” quando de fato se quer indicar que "João tem magnetismo", sendo uma pessoa "com presença". Do mesmo modo, dizer que "João não tem personalidade", quer apenas dizer que ele não é uma pessoa atraente ou inteligente.
Mas no fundo, todos temos personalidade, embora nem todos possamos ser pessoas belas ou magnetizadoras como um artista da Novela das Oito. Mesmo urna pessoa "sem personalidade" tem, paradoxalmente, personalidade na medida em que ocupa um espaço social e físico e tem desejos e necessidades. Pode ser uma pessoa sumamente apagada, mas ser assim é precisamente o traço marcante de sua personalidade.
No caso do conceito de cultura ocorre o mesmo, embora nem todos saibam disso. De fato, quando um antropólogo social fala em "cultura", ele usa a palavra como um conceito chave para a interpretação da vida social. Porque para nós ''cultura" não é simplesmente um referente que marca uma hierarquia de "civilização" mas a maneira de viver total de um grupo, sociedade, país ou pessoa. Cultura é, em Antropologia Social e Sociologia, um mapa, um receituário, um código através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.
É justamente porque compartilham de parcelas importantes deste código (a cultura) que um conjunto de indivíduos com interesses e capacidades distintas e até mesmo opostas, transformam-se num grupo e podem viver juntos sentindo-se parte de uma mesma totalidade. Podem, assim, desenvolver relações entre si porque a cultura lhes forneceu normas que dizem respeito aos modos, mais (ou menos) apropriados de comportamento diante de certas situações. Por outro lado, a cultura não é um código que se escolhe simplesmente. É algo que está dentro e fora de cada um de nós, como as regras de um jogo de futebol, que permitem o entendimento do jogo e, também, a ação de cada jogador, juiz, bandeirinha e torcida. Quer dizer, as regras que formam a cultura (ou a cultura como regra) é algo que permite relacionar indivíduos entre si e o próprio grupo com o ambiente onde vivem. Em geral, pensamos a cultura como algo individual que as pessoas inventam, modificam e acrescentam na medida de sua criatividade e poder. Daí falarmos que Fulano é mais culto que Sicrano e distinguirmos formas de "cultura" supostamente mais avançadas ou preferidas que outras. Falamos então em “alta cultura’’ e “baixa cultura” ou “cultura popular” preferindo naturalmente as formas sofisticadas que se confundem com a própria ideia de cultura”. Assim, teríamos a cultura e culturas particulares e adjetivadas (popular, indígena, nordestina, de classe baixa, etc.) como formas secundárias, incompletas e inferiores de vida social.
Mas a verdade é que todas as formas culturais ou todas as "sub-culturas” de uma sociedade são equivalentes e, em geral, aprofundam algum aspecto importante que não pode ser esgotado completamente por uma outra "sub-cultura". Quer dizer, existem gêneros de cultura que são equivalentes a diferentes modos de sentir, celebrar, pensar e atuar sobre o mundo e esses gêneros podem estar associados a certos segmentos sociais. O problema é que sempre que nos aproximamos de alguma forma de comportamento e de pensamento diferente, tendemos a classificar a diferença hierarquicamente, que é uma: forma de exclui-la. Um outro modo de perceber e enfrentar a diferença cultural é tomar a diferença como um desvio, deixando de buscar seu papel numa totalidade.
Desta forma, podemos ver o carnaval como algo desviante de uma festa religiosa, sem nos darmos conta de que as festas religiosas e o carnaval guardam uma profunda relação de complementaridade. Realmente, se no terreno da festa religiosa somos marcados pelo mais profundo comedimento e respeito polo foco no "outro mundo” é porque no carnaval podemos nos apresentar realizando o justo oposto.
Assim, o carnavalesco e o religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior ou como articulados a uma. "cultura autêntica" e superior, mas devem ser vistos nas suas relações que são complementares. O que significa dizer que tanto há cultura no carnaval quanto na procissão e nas festas cívicas, pois que cada uma delas é um código capaz de permitir um julgamento e uma atuação sobre o mundo social no Brasil. Como disse uma vez, essas festas nos revelam leituras da sociedade brasileira por nós mesmos e é nesta direção que devemos discutir o conteúdo e a. forma de cada cultura ou sub-cultura em uma sociedade (veja-se o meu livro, Carnavais; Malandros e Heróis).
No sentido antropológico, portanto, a cultura é um conjunto de regras que nos diz como o mundo pode e deve ser classificado. Ela, como os textos teatrais, não pode prever completamente como iremos nos sentir em cada papel que devemos ou temos necessariamente que desempenhar, mas indica maneiras gerais e exemplos de como pessoas que viveram antes de nós os desempenharam. Mas isso não impede, conforme sabemos, emoções. Do mesmo modo que um jogo de futebol com suas regras fixas não impedem renovadas emoções em cada jogo. É que as regras apenas indicam os limites e apontam os elementos e suas combinações explícitas. O seu funcionamento e, sobretudo, o modo pelo qual elas engendram novas combinações em situações concretas é algo que só a realidade pode dizer. Porque embora cada cultura contenha um conjunto finito de regras, suas possibilidades de atualização, expressão e reação em situações concretas, são infinitas.
Apresentada assim, a cultura parece ser um bom instrumento para compreender as diferenças entre. os homens e as sociedades. Elas não seriam dadas, de uma vez por todas, por meio de um meio geográfico ou de uma raça, como diziam os estudiosos do passado, mas em diferentes configurações ou relações que cada sociedade estabelece no decorrer de sua história. Mas é importante acentuar que a base destas configurações, é sempre um repertório comum de potencialidades. Algumas sociedades desenvolveram algumas dessas potencialidades mais e melhor do que outras, mas isso não significa que elas sejam mais pervertidas ou mais adiantadas.
O que isso parece indicar é, antes de mais nada, o enorme potencial que cada cultura encerra, como elemento plástico, capaz de receber as variações e motivações dos seus membros, bem como os desafios externos. Nosso sistema caminhou na direção de um poderoso controle sobre a natureza, mas isso é apenas um traço entre muitos outros. Há sociedades na Amazônia onde o controle da natureza é muito pobre, mas onde existe urna enorme sabedoria relativa ao equilíbrio entre os homens e os grupos cujos interesses são divergentes. O respeito pela vida que todas as sociedades indígenas nos apresentam, de modo tão vivo, pois que os animais são seres incluídos na formação e discussão de sua moralidade e sistema político, parece se constituir não em exemplo de ignorância e indigência lógica, mas em verdadeira lição, pois respeitar a vida deve certamente incluir toda a vida e não apenas a vida humana. Hoje estamos mais conscientes do preço que pagamos pela exploração desenfreada do mundo natural sem a necessária moralidade que nos liga inevitavelmente às plantas, aos animais, aos rios e aos mares. Realmente, pela escala destas sociedades tribais, somos uma sociedade de bárbaros, incapazes de compreender o significado profundo dos elos que nos ligam com todo o mundo em escala global. Pois é assim que pensam os índios e por isso que as suas histórias são povoadas de animais que falam e homens que se transformam em animais. Conosco, são as máquinas que tomam esse lugar...
O conceito de cultura, ou, a cultura como conceito, então, permite uma perspectiva mais consciente de nós mesmos. Precisamente porque diz que não há homens sem cultura e permite comparar culturas e configurações culturais como entidades iguais, deixando de estabelecer hierarquias em que inevitavelmente existiriam sociedades superiores e inferiores. Mesmo diante de formas culturais aparentemente irracionais, cruéis ou pervertidas, existe o homem a entendê-las – ainda que seja para evitá-las, como fazemos com o crime - é uma. tarefa inevitável que faz parte da condição de ser humano e viver num universo marcado e demarcado pela cultura. Em outras palavras, a cultura permite traduzir melhor a diferença entre nós e os outros e, assim fazendo, resgatar a nossa humanidade no outro e a do outro em nós mesmos. Num mundo como o nosso, tão pequeno pela comunicação em escala planetária, isso me parece muito importante. Porque já não se trata somente de fabricar mais e mais automóveis, conforme pensávamos em 1950, mas desenvolver nossa capacidade para enxergar melhores caminhos para os pobres, os marginais e os oprimidos. E isso só se faz com uma atitude aberta para as formas e configurações sociais que, como revela o conceito de cultura, estão dentro e fora de nós.
Num país como o nosso, onde as formas hierarquizantes de classificação cultural sempre foram dominantes, onde a elite sempre esteve disposta a autoflagelar-se dizendo que não temos uma cultura, nada mais saudável do que esse exercício antropológico de descobrir que a fórmula negativa - esse dizer que não temos cultura é, paradoxalmente, um modo de agir cultural que deve ser visto, pesado e talvez substituído por uma fórmula mais confiante no nosso futuro e nas nossas potencialidades.
Fonte: Artigo publicado no Jornal da Embratel, RJ, 1981.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Enem 2013 terá provas em outubro e correção de redações será mais rigorosa
As provas da edição 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro, com inscrições abertas de 13 a 27 de maio. A taxa de inscrição é de R$ 35 e deve ser paga até o dia 29 de maio. O edital com todas as informações do Enem será publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9).
No primeiro dia de aplicação do Enem, os candidatos farão questões de ciências humanas e ciências da natureza. No segundo dia de provas, serão aplicadas as questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.
A previsão do MEC é de que mais de 6 milhões de pessoas façam o exame este ano. A prova será realizada em 1.632 municípios brasileiros, em 15 mil locais de aplicação. A aplicação envolverá 600 mil profissionais, entre coordenadores, chefes de sala, fiscais e apoio. Este ano, o processo de certificação do Enem contará com 3.622 pontos de atenção.
Entre as melhorias desta edição do Enem, o MEC vai oferecer atendimento telefônico para todos os participantes que solicitarem atendimento específico e diferenciado.
Redações terão correção mais rigorosa
Entre as mudanças no edital 2013, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou mais rigor na correção das redações. Este ano, a discrepância entre as notas dos dois corretores independentes não pode ultrapassar 100 pontos – no ano passado, a discrepância máxima era de 200 pontos. Se houver discrepância maior de 100 pontos, a redação passa por um terceiro corretor. Caso a discrepância permaneça, a correção será feita por uma banca de especialistas.
A estimativa do Ministério da Educação é de que, com esta alteração no processo de correção, uma em cada três redações sejam encaminhadas ao terceiro corretor. A partir desta edição também está prevista a anulação das redações que apresentarem partes do texto deliberadamente desconectadas com o tema proposto.
“Nossa avaliação é que foi muito positivo o êxito que tivemos. Mesmo assim a gente aprende. A vista pedagógica das redações é exatamente para ter um debate e aprimoramento do processo”, salientou o ministro. Segundo ele, os corretores também receberão aprimoramento no treinamento.
As redações são corrigidas com base em cinco competências, que valem de zero a 200 pontos. Redações com discrepâncias maiores que 80 pontos entre as competências também são corrigidas por um terceiro corretor. O novo edital do Enem prevê maior exigência no nível cinco da competência I – demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita serão aceitos como excepcionalidade e quando não caracterizarem reincidência.
No primeiro dia de aplicação do Enem, os candidatos farão questões de ciências humanas e ciências da natureza. No segundo dia de provas, serão aplicadas as questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.
A previsão do MEC é de que mais de 6 milhões de pessoas façam o exame este ano. A prova será realizada em 1.632 municípios brasileiros, em 15 mil locais de aplicação. A aplicação envolverá 600 mil profissionais, entre coordenadores, chefes de sala, fiscais e apoio. Este ano, o processo de certificação do Enem contará com 3.622 pontos de atenção.
Entre as melhorias desta edição do Enem, o MEC vai oferecer atendimento telefônico para todos os participantes que solicitarem atendimento específico e diferenciado.
Redações terão correção mais rigorosa
Entre as mudanças no edital 2013, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou mais rigor na correção das redações. Este ano, a discrepância entre as notas dos dois corretores independentes não pode ultrapassar 100 pontos – no ano passado, a discrepância máxima era de 200 pontos. Se houver discrepância maior de 100 pontos, a redação passa por um terceiro corretor. Caso a discrepância permaneça, a correção será feita por uma banca de especialistas.
A estimativa do Ministério da Educação é de que, com esta alteração no processo de correção, uma em cada três redações sejam encaminhadas ao terceiro corretor. A partir desta edição também está prevista a anulação das redações que apresentarem partes do texto deliberadamente desconectadas com o tema proposto.
“Nossa avaliação é que foi muito positivo o êxito que tivemos. Mesmo assim a gente aprende. A vista pedagógica das redações é exatamente para ter um debate e aprimoramento do processo”, salientou o ministro. Segundo ele, os corretores também receberão aprimoramento no treinamento.
As redações são corrigidas com base em cinco competências, que valem de zero a 200 pontos. Redações com discrepâncias maiores que 80 pontos entre as competências também são corrigidas por um terceiro corretor. O novo edital do Enem prevê maior exigência no nível cinco da competência I – demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita serão aceitos como excepcionalidade e quando não caracterizarem reincidência.
Fonte: Portal Planalto com informações do MEC
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terça-feira, 9 de abril de 2013
Nobel de Física vem à UFRGS esta semana
O cientista francês Albert Fert receberá o título de Doutor Honoris Causa da Universidade nesta quinta, dia 11. A descoberta que liderou foi responsável pela quebra da barreira de gigabytes nos discos rígidos
Os discos rígidos de nossos computadores não teriam crescido tanto em capacidade de armazenamento sem a descoberta de Albert Fert, ganhador do Nobel de Física de 2007. O efeito de Magnetorresistência Gigante permitiu aos HDs superarem a barreira de gigabytes, o que contribuiu para a popularização dessas máquinas.
O cientista francês virá a Porto Alegre esta semana para receber o título de Doutor Honoris Causa da UFRGS, fortalecendo o intercâmbio entre Brasil e França na Ciência do Magnetismo. A outorga do título acontecerá na próxima quinta-feira (11/04), em sessão solene na Sala dos Conselhos.
Há décadas, Albert Fert mantém estreitas ligações de trabalho em pesquisa com o Instituto de Física da UFRGS, de onde partiu a iniciativa da titulação. Desde que o professor Paulo Pureur foi à França para desenvolver sua tese de doutorado sob sua orientação em 1980, Fert frequentemente conta com a presença de algum gaúcho em seu laboratório na França. Durante a descoberta premiada pela fundação sueca, por exemplo, o professor Mario Norberto Baibich integrava sua equipe.
Na sexta, 12, o pesquisador participa do Workshop Técnico que o Instituto de Física da UFRGS está promovendo em sua homenagem. A atividade acontecerá no Anfiteatro da Geociências, das 9 às 17 horas, com entrada franca.
O que é a magnetorresistência gigante?
A Magnetorresistência Gigante (MRG) é um efeito da física quântica descoberto em 1988 pela equipe liderada por Albert Fert. Trata-se de uma forte variação da resistência elétrica, produzida por um campo magnético, que é observada em nanoestruturas compostas por camadas alternadas de metal ferromagnético e não-magnético. O feito foi reconhecido como a pedra fundamental da spintrônica, tecnologia emergente que explora a propensão quântica dos elétrons de girar, assim como fazer uso do estado de suas cargas.
Os trabalhos permitiram a penetração vertiginosa da computação na vida das pessoas, por conta da redução dos custos, aliados à capacidade crescente de armazenamento dos discos rígidos. Outra aplicação do efeito são memórias magnéticas de acesso aleatório não voláteis (MRAM), que permitem o funcionamento mais rápido de computadores, além de tornarem obsoletos os procedimentos de desligamento e posterior religação. A GMR foi também observada independentemente por Peter Grünberg, do “Jülich Research Centre”, com quem o professor Fert dividiu o Nobel.
Albert Fert é professor da Université de Paris-Sud (Orsay) e diretor científico do laboratório Unité Mixte de Physique, uma parceria entre o Centro Nacional Francês de Pesquisas Científicas e o Thales Group, grande empresa dos ramos da defesa, segurança, aeroespacial e transporte terrestre, associada à alta tecnologia.
Albert Fert é professor da Université de Paris-Sud (Orsay) e diretor científico do laboratório Unité Mixte de Physique, uma parceria entre o Centro Nacional Francês de Pesquisas Científicas e o Thales Group, grande empresa dos ramos da defesa, segurança, aeroespacial e transporte terrestre, associada à alta tecnologia.
Fonte: Site UFRGS
Tá, mas e a Sociologia? O que tem de Sociologia na palestra sobre Física?
Sim, caros/as amigos/as. A física, nesse contexto, entra com total relevância devido aos processos sociais que foram diretamente influenciados pela descoberta de Albert Fert e sua equipe.
O mais interessante é percebermos como as pesquisas de ponta desenvolvidas nas Universidades influenciam de modo direto a nossa vida. Como as descobertas tecnológicas mudam as relações sociais existentes. E, finalmente, como a ciência como um todo, pode servir de condicionante de nossa vida social, pois vivemos em mundo que necessita de maior velocidade. A cada momento necessitamos de notícias mais rápidas, mensagens instantâneas, conexões permanentes. Esse é o "Admirável Mundo Novo" em que vivemos, e você "compartilha" ou "curti" essa ideia?
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Nobel de Literatura faz conferência na UFRGS
Inscrições para assistir o escritor sul-africano John Maxwwell Coetzee, vencedor do Nobel de 2003, abrem hoje no Salão de Atos da UFRGS
As inscrições para assistir à conferência abrem hoje, 8, no DDC (mezanino do Salão de Atos – Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro), e estendem-se até o dia 17 de abril. O valor do ingresso para estudantes é de R$ 25. A comunidade em geral paga R$ 50. Mais informações sobre a conferência podem ser obtidas no site do DDC.
Fonte: Site da UFRGS
segunda-feira, 25 de março de 2013
UFRGS divulga lista de leituras obrigatórias para o Vestibular 2014
Foi divulgada nesta segunda-feira, dia 25, a relação de leituras obrigatórias para a prova de Literatura de Língua Portuguesa do Vestibular 2014 da UFRGS. As quatro novas obras são: “Terras do Sem Fim“ de Jorge Amado; “Boca de Ouro” de Nelson Rodrigues; doze contos de Murilo Rubião (1 - O pirotécnico Zacarias; 2 - O ex-mágico da Taberna Minhota; 3 - Bárbara; 4 - A cidade; 5 - Ofélia, meu cachimbo e o mar; 6 - A flor de vidro; 7 - Os dragões; 8 - Teleco, o coelhinho; 9 - O edifício; 10 - O lodo; 11 - O homem do boné cinzento; 12 - O convidado); e “As Parceiras”, de Lya Luft.
Lista Completa:
Desde o Vestibular 2007, a UFRGS divulga a lista de leituras obrigatólrias, com renovação anual que substitui quatro obras. A relação completa dos livros exigidos para o Concurso Vestibular 2014 pode ser conferida no site www.vestibular.ufrgs.br.
Lista Completa:
| 1. JORGE AMADO - Terras do Sem Fim; 2. NELSON RODRIGUES - Boca de Ouro; 3. MURILO RUBIÃO – Contos: 1 - O pirotécnico Zacarias; 2 - O ex-mágico da Taberna Minhota; 3 - Bárbara; 4 - A cidade; 5 - Ofélia, meu cachimbo e o mar; 6 - A flor de vidro; 7 - Os dragões; 8 - Teleco, o coelhinho; 9 - O edifício; 10 - O lodo; 11 - O homem do boné cinzento; 12 - O convidado; 4. LYA LUFT - As Parceiras; 5. GREGÓRIO DE MATOS GUERRA - Seleta: 1 - A Nosso Senhor Jesus Christo com actos de arrependimento e suspiros de amor (Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade); 2 - A Jesus Cristo Nosso Senhor (Pequei, Senhor, mas não por que hei pecado); 3 - Inconstância dos bens do mundo (Nasce o sol, e não dura mais que um dia); 4 - À cidade da Bahia (2) (soneto) / (Triste Bahia! ó quão dessemelhante); 5 - A Maria dos povos, sua futura esposa (Discreta e formosíssima Maria); 6 - Epílogos (Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da república...) / (Que falta nesta cidade? ...................Verdade); 7- A uma dama (Vês esse Sol de luzes coroado?); 8 - A instabilidade das cousas no mundo (Nasce o Sol, e não dura mais que um dia); 9 - A certa personagem desvanecida (Um soneto começo em vosso gabo); 10 - Aos principais da Bahia chamados caramurus (Um canção de pindoba, a meia zorra); 11 - À procissão de cinzaem Pernambuco (Um negro magro em sufulié justo); 12 - Milagres do Brasil São (Um branco muito encolhido); 13 - Retrato/Dona Ângela (Anjo no nome, Angélica na cara!); 14 - Contemplando nas cousas do mundo (Neste mundo é mais rico o que mais rapa); 15 - E pois coronista sou / Se souberas falar também falaras; 16 - Ao padre Lourenço Ribeiro, homem pardo que foi vigário da freguesia do Passé (Um branco muito encolhido); 17 - Define a sua cidade (De dous ff se compõe); 18 - Descreve a vida escolástica (Mancebo sem dinheiro, bom barrete); 19 - À cidade da Bahia (2) / (A cada canto um grande conselheiro); 20 - Aos vícios (Eu sou aquele que os passados anos); 21 -Descreve a confusão do festejo do Entrudo(Filhós, fatias, sonhos, mal-assadas); 22 - Solitário em seu mesmo quarto à vista da luz...( Ó tu do meu amor fiel traslado); 23 - Aos afetos e lágrimas derramadas (Ardor em firme coração nascido); 24 - Admirável expressão que faz o poeta de seu atencioso silêncio (Largo em sentir, em respirar sucinto); 25 - Definição do amor – romance (Mandai-me, Senhores, hoje); 6. ALBERTO CAEIRO (heterônimo de Fernando Pessoa) - O Guardador de Rebanhos; 7. MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA - Memórias de um Sargento de Milícias; 8. MACHADO DE ASSIS - Esaú e Jacó; 9. JOÃO CABRAL DE MELO NETO - A Educação pela Pedra; 10. JOSÉ SARAMAGO - História do Cerco de Lisboa; 11. MOACYR SCLIAR - O Centauro no Jardim; 12. JOÃO SIMÕES LOPES NETO - Contos Gauchescos; |
Para o concurso de 2014, saem da lista as obras “Manuelzão e Miguilim (Campo Geral e Uma estória de amor)”, de Guimarães Rosa; “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes; “Feliz Ano Novo”, de Rubem Fonseca; e “O Filho Eterno”, de Cristóvão Tezza.
Desde o Vestibular 2007, a UFRGS divulga a lista de leituras obrigatólrias, com renovação anual que substitui quatro obras. A relação completa dos livros exigidos para o Concurso Vestibular 2014 pode ser conferida no site www.vestibular.ufrgs.br.
Fonte: site UFRGS
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
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